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10/11/2011

As aventuras de Bruna no Planeta Terra 2011!


Eu devo ser uma das poucas pessoas – se não a única – a dizer que fazer um festival em parque de diversão me brochou, olha. Ter que atravessar um parque para poder chegar a outro palco não me agrada, sentar no asfalto do estacionamento onde foi montado o palco principal também não me deixou realizada. O espaço do parque em si é pequeno, é um amontoado de brinquedo que incomoda um pouco a visão, e as misturas de músicas enquanto nenhuma atração começava incomodava os ouvidos. 

O portão abriu 13h. O palco principal só abriu 15h40, vinte minutos antes do show de abertura do dia. A fila era basicamente de fã do Strokes. Brasileiro gosta de se meter em fila, hein? Quando finalmente cheguei a certa proximidade do palco, estendi meu lenço/toalha no asfalto para relaxar, pois queria curtir o show do Criolo. Vocês já ouviram Criolo? Ele agora é hype. É até chato falar que curto, porque todo mundo fala que curte, todo mundo fala que é foda. Mas assistir ao show dele, com a banda, me agradou. Fez-me entender o que era ele no palco. Ele ali, naquela tarde de sábado, fez com que eu sentisse que não tava tão à toa por ali. 

Nesse meio tempo de festival rolando, vi que – apesar de fazer com que os “estrouquetes” ficassem naquela fila sem fim pra poderem ficar grudadinhos na grade – a organização estava sintonizada. Os shows não tinham atrasos, comprar bebida/comida estava fácil, ir ao banheiro realmente era uma operação rápida. Era nesses pequenos detalhes, que só aqueles que vão a um festival pelo festival e não só por uma banda, que víamos o porquê do festival ser sempre tão elogiado.

Aí começou Nação Zumbi que estava de parabéns, eu realmente curti o início do festival. Eu estava em sintonia ali, mas depois... Eu queria assistir Broken Social Scene, confesso. E fiquei meio de banda. A banda é boníssima, me agrada, mas sabe quando não parece encaixar na atmosfera que está? Pois é, os shows não pareciam fluir e isso me tirava o ânimo. Como li em alguns cantos, realmente esse ano o line up do Planeta Terra não era um dos mais fortes.  

O público que estava no Main Stage era esperando pelo Strokes, e fã de Strokes é como qualquer outro fã fanático: não sabe respeitar o artista que tá tocando antes da banda que idolatra. Não sabe se divertir e prestigiar. Fica lá, parado, encarando o nada como se estivesse sendo obrigado a escutar as bandas que antecediam o show que esperava. E isso desmotiva demais você que está assistindo um show rodeado de fãs desse naipe. 
Fugi pro outro palco pra prestigiar Goldfrapp. Gente, Alison Goldfrapp é diva com sua roupa de vhs, mas... E o playback? O público não se importava. Lá no indie stage, todos pulavam, cantavam – qual fosse a banda, a empolgação existia. Mas depois, me peguei e refleti: playback em todas as músicas? Momentos de tensão pensando que fui enganada, mas relevei porque foi divertido. 

De lá voltei pro palco principal, mas eu já não tinha mais saco – admito. Tava rolando Beady Eye, um show redondo, com a qualidade da banda, mas desmotivado. Liam Gallagher a cada música estava fechando a cara, pois sentia a antipatia do público para com a sua banda. Terminou o show, sem nem sorrir. Como sorrir pra um público que não dá chance pra você, né não?
E quando o show acabou já não agüentava mais. Arrependi-me de dizer que ia esperar pelos outros para ir embora. Aí foi a espera pelo início do show do Strokes. O tão esperado show pelos fãs que estavam tão apáticos durante aquele dia inteiro durante a apresentação dos outros artistas.  Eu confesso: dormi durante a espera e acordei na terceira música deles. No susto, por causa dos gritos. 
Strokes é uma parada delicada. Vai eu falar mal da tão banda que ia salvar o rock, né! O Casablancas estava muito estranho, minha gente. Inchado, em um efeito meio Axl Rose – como disse Hick Duarte do Move That Jukebox (http://movethatjukebox.com) no review do festival – e isso é bem tenso. Eu sei que eles são relevantes, admito que curto o segundo álbum... Mas né, queria mais de um festival. 

O festival não foi redondinho. Teve seus pontos bons e ruins. Mas não dá pra agradar a todos, não é? Mas ano que vem tem outra edição e é esperar por um bom line up, e prestar atenção na venda desses ingressos tão desejados... 

Bruna Cabo Verde
@luxuryboxx_


Fotos: Ihateflash

31/10/2011

Show da banda The Kills em SP - (27/10/11)


[apareceu a margarida, olê olê olá...]

Eu tô doente, doente de ir ao hospital aceitar levar duas injeções na bunda pra poder melhorar antes de ir pra um show. Essa melhora não ocorreu - claro. Mas mesmo assim fui pro show – lógico. Tive minha primeira experiência de ir pra um show e ficar calada. Não cantei, não gritei, não pulei. Só apreciei. Se valeu? Pois bem, era The Kills, como não valer?

O meu conhecimento sobre The Kills sempre foi o mínimo possível, pois vide: eu tenho preguiça de ser fã. Eu não decoro todos os títulos de música, eu não sei a história da vida dos artistas, eu não consigo às vezes nem lembrar as músicas na hora do show – sério, sou dessas. E eu só comecei a escutar The Kills porque uma música deles tocou em um episódio de uma série que estava assistindo. E é isso. 

Fui pro show com empolgação, sabe? Queria saber como a voz da VV, vulga Alison Mosshart, funcionava ao vivo. Queria ver como o Hotel, vulgo Jamie Hince a.k.a. marido da Kate Moss, era no palco. E fui simplesmente surpreendida. 
Eu esperava que o show fosse bom, porque eles funcionam muito bem juntos... Mas saí do Beco 203 simplesmente maravilhada! A VV é simplesmente linda, tem aquela beleza desprendida e sexy das mais fantásticas cantoras. Olha que não costumo curtir vozes femininas, mas a dela – ai, ai, ai. E daí vem e junta com a voz do Hotel. MORRI! Gente, é amor! É vontade pegar os dois e ser feliz, sabe? Todos queriam isso. Mas como disse minha companheira de show “não adianta competir com Kate Moss, né?”.

O show foi recheado, dezesseis músicas explorando os quatro álbuns lançados e um cover pra música da Marilyn Monroe – que fiquei tão surpreendida que nem tive ação pra filmar. Se não fosse esse show, eu nunca saberia desse cover – porque não esqueçam minha afirmação lá em cima: tenho preguiça de ser fã. 

Foi quase uma hora e meia de show. Sai apaixonadinha pelos dois. E não venham querer comparar com White Stripes só porque eles também são um duo. Cada duo em seu devido lugar, sem comparações, faça-me o favor (Mesmo sabendo que a VV é a Baby Ruthless de The Dead Wheather, uma das outras bandas do Jack White).  As vozes de VV e Hotel são simplesmente sedutoras, o que posso fazer? Gamei. 

E agora? Bom, vou ali voltar pros meus litros de água natural (argh), remédios e tentar melhorar logo dessa garganta. Pois fim de semana tem mais show. Quer dizer, shows.  ;D



Setlist
No Wow
Future Starts Slow
Heart Is a Beating Drum
Kissy Kissy
U.R.A. Fever
DNA
Satellite
Tape Song
Baby Says
Black Balloon
One Silver Dollar (Marilyn Monroe Cover)
Last Day of Magic
Sour Cherry
The Last Goodbye
Pots and Pans
Fried My Little Brains


Bruna Cabo Verde
@luxuryboxx_


p.s.: se não conhece a banda, tenta buscar por esse setlist, é bem condensado entre os trabalhos deles.
fotos: Bruna e Ihateflash

11/08/2011

Show: Eels em Nova York - por Bruna Cabo Verde

E fui surpreendida mais uma vez.  
Minha gente, eu sumi porque tinha parado de ir a shows badalados – e mesmo os menores shows. E também porque estava mal humorada com a tensão do trabalho de conclusão da pós. E como eu sou 8 ou 80, resolvi guardar meus trocados pra ir relaxar no calor do cão de NYC com minha querida mãe. Ou seja: lá achei um show pra ir e compartilhar com vocês – com uma semana de atraso, mas com muito amor pra compartilhar!  

Eu poderia querer começar a contar sobre quem é o Eels e tudo, pois tenho certeza que grande maioria nem sabe quem é, mas não vou. Pois nem eu sei direito. Só sei que adoro desde que ouvi pela primeira vez na trilha sonora de Shrek - ouça aqui. E desde então tenho escutado todos os álbuns, das músicas mais calmas as mais agitadas. Acho que é um dos principais artistas do meu last.fm até.
E quando vi que ia rolar um show dele em NYC, no período da minha estadia, comprei na hora. Só depois vi que ia ser Brooklin. Gente, sério, o Brooklin. Não é do Brooklin de São Paulo que estou falando, é o Brooklin de Gossip Girl, é o Brooklin que a Miranda Hobbes nunca tinha pensado em morar NA VIDA, mas que depois aceitou. Esse Brooklin cinematográfico e televisivo, que eu nunca pensava que ia conseguir pisar na vida... Mas fui, sozinha e de metrô. Deus salve o Google Maps do iPhone pra estar comigo nessa empreitada!
E chegando ao Music Hall of Williamsburg, me senti em casa. Local pequeno, aconchegante, e com cerveja na temperatura perfeita. Bebi que perdi a conta. E daí começou o show de abertura: The Submarines. Olha, eu não tenho nada contra a banda. Ela é sincera do jeito dela, foi divertido os trinta minutos de show, mas não é animado... Mas ainda bem que em seguida veio Eels.

Admito que fui surpreendida. A banda é incrível ao vivo. Mesmo com as barbas a la Los Hermanos, a banda ganha pelo estilo que possui. A personalidade de cada um dava pra ver além das barbas. Cada um é extremamente talentoso. Eu fiquei simplesmente pasma. Cantei, gritei, dancei e sorri.
Tirei mais fotos do que as palavras que tenho pra definir dessa noite que tive no Brooklin. E ainda fiz o que nunca faço em shows: comprei a blusa da turnê. Impulso, juntamente com o livro que Mark Oliver Everett (ou Mr. E, ou o líder da banda, como queira.) escreveu – algo que nunca pensei que iria conseguir ter! Ainda não comecei a ler, quem sabe nessa próxima semana. Mas só sei de uma coisa: como me diverti, como valeu a pena

13/04/2011

[SHOW] : U2 - Sangue de Bono tem poder!


Confesso confessado: fui pro show porque era aniversário do meu irmão. E outra: fiquei mais feliz por ter conseguido comprar o ingresso, do que pelo show que iria presenciar.

Fui pro Morumbi super tranqüila, pensando que não ia chover nem nada. Me enganei: pisei no Morumbi e a chuva começou. E eu estava de blusa branca, sutiã branco... E claro, me recusei a usar capa porque queria era causar! (ixi) Mas daí vem a questão do sangue do Seu Bono ter poder: por volta de 19h25 a chuva parou, e logo em seguida Muse entrou. E nunca mais choveu.

Gente, é muita moral, olha! Chuva destruiu um monte de canto, mas no Morumbi parou antes do show começar!

Daí beleza, começou esse pré-show digno demais. Muse tocou oito músicas, só pra dá gosto. Acredite, tinha gente ali que nunca tinha ouvido falar sobre a banda, mas estavam prestigiando de qualquer maneira. Tinha esquecido que no “Origin of Symmetry” (2001), a banda tinha feito um cover pra Feelin’Good (mais conhecida, acredito, na voz de Nina Simone). Bem, no instante que o Matthew Bellamy começou no piano, me entreguei. Muse é uma história diferente, né não? Naquele instante pensei: “poxa, por que mesmo não vim pro show deles em 2008?”. É, Muse é digno mesmo só com oito músicas.

Quando o Muse acabou, e as luzes do estádio foram ligadas deu para notar: Tava L O T A D O. Nada mais lindo do que ver o Morumbi lotado, gente! Chega meus olhos brilharam ao ver aquilo! Daí papo vai, papo vem, e começa a tocar Trem das Onze seguido de David Bowie... E, em seguida, entra no palco as quatro pessoas que juntaram quase 90 mil pessoas naquele estádio – sim, o U2 entrou no palco quase que em slow motion no telão. Bonito de se ver!

Abertura do show:
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Eu confesso que não sou fã, mas sei músicas. Meu irmão cooperou no meu caráter musical, então com os anos aprendi músicas do U2 por causa dele. Então as músicas começavam e eu ia lembrando. Gente, não tem como não ser tomada pela “Bono fever”. É mais forte que você gritar, bater palmas e bater o pé.

Beautiful Day

Rolou primeiro single, rolou música que nem todo mundo conhecia, rolou declaração de amor ao país, rolou mensagem de paz, rolou momento de homenagem, rolou selinho e rolou momentos em que o público cantou mais que o Bono. É, a voz do povo tem poder. Na hora de “I Still Haven't Found What I'm Looking For”, não deu pra superar o público. Bono ficou na dele, presenciando aquilo que poderia até ser considerado ensaiado, mas foi tão sincero quanto dizer que dava pra sentir a felicidade do meu irmão quando ele segurou forte a minha mão.
Confesso que a minha parte favorita do show foram duas: quando rolou Vertigo com sua contagem progressiva e, especialmente, quando Bono cantou a primeira estrofe de Amazing Grace. Gente, para o mundo! Amazing Grace é uma dos hinos mais lindos dos últimos tempos. Uma lágrima ali escorreu e eu sorri.
Em suma, o Seu Bono tem poder sim. Você é cativado por uma sensação durante essas duas horas que vai além da minha humilde compreensão. É um espetáculo, luzes, telão, música e letras que valem a pena. Não digo que é o melhor show da minha vida, mas é um show que vou levar comigo por um bom tempo. Porque o Seu Bono me tirou sorriso e uma lágrima, então ganhou um espaço na minha memória showzística

Confira o setlist completo do show do Muse e de U2 abaixo:

08/04/2011

[SHOW] The National em SP - "Muito amor pelo Nacional!"

[Depois de um longo e tenebroso inverno, aqui estou. E mais um calendário de shows começa, minha gente!]


Eu não estava preparada para uma noite como a de ontem. Bonita, íntima, melancolicamente extasiante. Fui despretensiosamente, e acabei ficando na biqueira do palco. Depois de vinte minutos de atraso, entra a banda, meio tímidos, na deles... E aquele humilde grupo de fã fez entender como aquele show era esperado.

Matt Berninger é... (suspiros) sem palavras. A voz simplesmente tomou todos os cantos do Citibank Hall, as luzes no palco casavam com as músicas sem deixar dúvida da beleza melancólica de cada uma. O setlist foi tomado pelo álbum mais recente da banda, High Violet (2010), e pelos álbuns antecessores Boxer (2007) e Alligator (2005). O setlist crescia de acordo com os acordes, com as empolgações da platéia e o desempenho da banda como um todo.
Repleto de pequenos momentos dignos, o show foi singular. Desde o instante que Matt Berninger pegou um bilhete da platéia e guardou no bolso do paletó dizendo “so cute!”, ao momento que saiu cantando Mr. November pela platéia e depois quando se apoiou ao público para cantar Terrible Love. Foi bonito ver a banda querendo satisfazer a gana dos fãs por eles.

Nós, fãs, nos sentimos os melhores do mundo quando o vocalista diz que somos mais barulhentos que os norte-americanos. Mas vamos ser sinceros, somos extremamente barulhentos porque sabemos da oportunidade única que estamos presenciando, não é sempre que temos a oportunidade de ver um show do The National, né? Teve fã que fez camisetas pra eles com desenhos do quinteto, cartaz, bilhetes, e mais uma vez Matt alimentou ego dizendo que eles não estavam acostumados a receber presentes durante shows, mas sim copos, camisinhas e mais algumas coisas estranhas que ele preferiu não falar naquele momento.
Vou guardar esse show na minha memória por muito tempo. Na verdade, sinto que ainda estou esperando o bis e eles vão aparecer novamente na minha frente. Mas dessa última noite guardarei na memória quando Conversation 16 começou e meu coração, simplesmente, acelerou. A versão unplugged de Vanderlyle Crybaby Geeks foi simplesmente maravilhosa também.
E claro, quando consegui uma palheta e três autógrafos! Só faltou um beijo, um abraço e um aperto de mão do Matt Berninger... Mas aí já estava sonhando demais, né?
Mas por fim, The National toma vida no palco. As belas músicas tomam brilho e melancolia que você só conseguia imaginar dentro do seu quarto, sem imaginar que um dia poderia se realizar. Materialização de momentos como esses, só quem é fã pode entender.

P.S.: Se eu arranjar um homem, que beba vinho tinto e fique sorrindo, todo vestido em preto... Gamo na hora. Matt Berninger, estamos aí, seu lindo!

Saiba aqui o setlist do show:


12/01/2011

Primeiro show do ano: AMY WINEHOUSE e JANELLE

Seus lindos, foi dada a largada pra 2011 oficialmente!
Então vamos começar.
Ontem sai do flat rumo à peregrinação ao show da Amy Winehouse. Minha peregrinação durou TRÊS HORAS. Reflitam
Chegando ao HSBC Arena pensei que tudo seria mais fácil. Errado. A chuva estava caindo, já ia dá 21h e tinha uma fila sem precedentes na entrada. Daí você pensa: “a fila é porque a entrada é rigorosa, e pa...” Não minha gente, a fila é por pura lerdeza da organização do HSBC Arena. Ninguém revistou minha bolsa, e nem pediram minha identidade ou carteira de estudante pra saber se eu era eu. 
Beleza, entrei. Juro que senti que tinha vencido a São Silvestre – como diria minha melhor amiga. Fui correndo, louca, atrás de um banheiro. Porque vamos ser sinceros: depois de três horas pra chegar à porra desse lugar, eu precisava ir ao banheiro. Daí o HSBC Arena ganhou um ponto: o banheiro era limpo. Em seguida pensei “beberei para cantarolar com a linda da Janelle!”. Aí novamente o HSBC Arena surpreendeu e ganhou mais um ponto: tinha vários bares. Não peguei fila pra comprar minhas fichas. Mas como o mundo dá voltas, os pontos foram perdidos por uma simples coisa: a cerveja era Antarctica e o refrigerante era Pepsi
Mas até aí, aceitei isso pra minha vida. O bom foi chegar, perder só uma música da Janelle Monáe e curtir sem aperto o show. O HSBC Arena estava realmente lotado. Mas dava pra ficar em lugares sem estar apertado e curtir o show muito de boa.
Agora vamos ao assunto de verdade? Parei de falar da minha aventura. 
Eu digo que a Janelle Monáe é incrível. O show contagiava, dava vontade de dançar na loucura que nem ela dançava. Ritmo, simpatia, e uma voz surpreendente ao vivo. Posso dizer? Gamei no sorriso dela, é contagiante! Se rolasse um show só dela, ela segurava. Mas grande parte do meu ingresso valeu quando ela cantou Mushrooms And Roses. O que é ela cantando essa música ao vivo? Dava pra sentir, a letra é linda, ela é linda e a voz dela... Meu coração tava agitado enquanto escutava essa música. 
Ela cantou doze músicas, foi um show de uma hora bem digno. Ela ficou descabelada, caiu no chão com a banda, fez um micro moonwalk, rio, estava animada e animando uma arena lotada. Muitas pessoas nunca tinham ouvido falar dela, mas simplesmente se apaixonaram. Eu gamei só mais um pouquinho, porque ela não me surpreendeu – ela me encantou de vez. Já pode ter só show dela no país?
Agora Amy Winehouse. Pensei que ia esperar mais. 40 minutos depois, as luzes se apagam e a banda começa a entrar. Público fica louco, ovacionando todos e ela entra. Ela entra meio desconfiada, até que meio receosa. Ela começa a cantar e a gente nota que naquela mulher que é só cabelo, tem uma voz realmente potente e é tímida, quase que assustada com todo o público que foi prestigiá-la na noite chuvosa de ontem. Winehouse tem sorte de ter duas coisas: a voz fantástica dela e uma banda que realmente gosta dela. Porque pra apoiar uma pessoa tão frágil como ela, só tendo muito jogo de cintura.
Ela começou com Just Friends, mas pra mim o show começou quando ela cantou Back To Black. E você olhava para ela e via como é doloroso. É doloroso lembrar daquilo que machucou, doeu e que não é fácil ficar falando sobre essas coisas. Ela cantava e eu não conseguia não notar o quão triste é cantar essa dor que parece ainda tão presente. E eu senti. Porque meus queridos, não tem como não sentir todos os versos dessa música. 
Passado esse momento intenso, vem os momentos que você nota que ela não consegue lembrar as próprias músicas que escreveu. Fica meio perdida, mas como disse: ela tem uma banda que gosta dela e cuida dela. Que ajudam e realmente estão lá pra apoiar. Em meio a gargarejos com chá de gengibre (é os boatos), as tentativas máximas para conseguir mostrar presença, ela surpreendeu quando cumprimentou o público (pois no show passado não o tinha feito) e dançou desengonçadamente - e em alguns momentos sorria. Sorria parecendo feliz e não forçando o ânimo. 
O show aumentou alguns minutos, ela parecia estar mais solta – mas a sua timidez era evidente. Na hora de Rehab ela esqueceu a letra, mas estava ali mostrando que realmente tinha dito não, não, não. O público ovacionava porque ela realmente estava ali. No fim, ela jogou tudo pro ar e virou uma cerveja – porque ninguém é de ferro. 
Todos esperavam mais. A gente sempre espera mais. Só que ela realmente tem a voz que a gente ouviu nesses anos em CDs e apresentações. Agora é esperar um trabalho novo, com tanto sentimento quando foi visto no Back To Black, e com tanto sentimento que foi visto nos olhos dela nessa última noite. 
Mas eu só queria uma Amy mais feliz, porque ninguém merece tanta dor em quinze músicas, né mesmo?

SET LIST JANELLE MONÁE:

1. Suite II Overture
2. Dance or Die
3. Faster
4. Locked Inside
5. Smile (Charlie Chaplin Cover)
6. Sincerely, Jane
7. Wondaland
8. Mushrooms & Roses
9. Oh, Maker
10. Cold War
11. Tightrope
12. Come Alive (War of the Roses)

SET LIST AMY WINEHOUSE:

1. Just Friends
2. Back to Black
3. Tears Dry On Their Own
4. Boulevard of Broken Dreams (Tony Benette Cover)
5. Outside Looking In
6 Lovers Never Say Goodbye
7. I Heard Love is Blind
8. Some Unholy War
9. Everybody here Wants You (Zalon Thompson)
10. What a Man To Do (Zalon Thompson)
11. Rehab
12. You Know I’m No Good
13. Valerie
14. Love is a Losing Game
15. Me & Mr Jones

Por Bruna Cabo Verde

22/12/2010

[EXPERIMENTE]: As 5+ da Pitchfork!



Admiro quem sabe montar listas de melhor/pior do ano (ou qualquer época da sua escolha). Mas pessoalmente não tenho paciência para fazer esse tipo de listas, tanto que nem lista pra supermercado eu faço.

Mas queria que vocês conferissem a lista da Pitchfork intitulada de The Top 100 Tracks of 2010. Pra quem não sabe, Pitchfork é um site que fala sobre, em suma, tudo que envolve o âmbito musical. Todo ano divulga a lista que o pessoal do site produz, sobre as melhores músicas do ano. Sim, vamos frisar que são as músicas e não álbuns ou artistas.

Como são várias variedades de música, me rendi e fiz a lista do As 5+ da Pitchfork! Rá! 

CLIQUE NO NOMES E VEJA/OUÇA A MÚSICA/CLIPE:


#5 - Toro Y Moi – Blessa 
Adoro a voz desse homem, me dá uma serenidade ou algo do gênero. Ano que vem tá vindo material novo e provavelmente terá ótima qualidade.

#4 - Gil Scott Heron - New York Is Killing Me.
Para o mundo que a voz desse homem me deixou desequilibrada. Gamei demais, e a versão com participação do Mos Def é simplesmente foda!

#3 - Kanye West (feat. Dwele) – Power
Sim pessoas, eu escuto Kanye West. E essa música eu adorei. A pessoa é ridícula, mas o artista tem todos os seus méritos.

#2 - Erykah Badu – Window Seat
Porque Erykah Badu é Erykah Badu. E os outros são os outros e só (#kidabelharevival). 

#1 - These New Puritans – We Want War
Foi surpresa pro meu gosto musical enjoado. Desde a batida, letras e clipe... Tudo me agradou. 

Na lista da Pitchfork tem gente que eu curto (Janelle Monáe, sua linda!) e que eu não agüento de jeito nenhum (é do Vampire Weekend e Arcade Fire que estou falando!). Tem também as pessoas que eu nunca ouvi falar e quem eu nem levei em conta esse ano (Alicia Keys e Gorillaz). Há também a Lady Gaga que já me irrita e a Rihanna que não me afeta negativamente. 

Senti falta de The Black Keys, Mumford & Sons, Interpol… Esses são os primeiros nomes que me vem à cabeça. Não é uma das listas mais apuradas, nem uma das mais legais. Mas dá para ter uma ideia do que rolou nesse ano – além do main stream, claro.

Segue o link da link da lista completa: http://tinyurl.com/28k962c
E aqui o link da NME (revista fantástica de música) que divulgou várias listas dos melhores álbuns do ano: http://tinyurl.com/38w6e7y

E aí, vocês têm observado alguma lista legal?

Beijos, pessoas marotas!

Por Bruna Cabo Verde